O título explica tudo, não? São teorias cá do Ventura, bem-aventuradas (se os visitantes assim o quiserem) e, apesar de paranóicas, até farão algum sentido. E...na pior das hipóteses, pelo menos darão para sorrir.

mandag, mai 29, 2006

À Consideração de José Eduardo Moniz


Não é ser "anti-produções nacionais". Não é ser pseudo-elitista. É apenas ter um bocadinho de consciência... Não vou fazer qualquer aprofundada apreciação "bota-abaixo" quanto ao conteúdo das novelas desta estação, até porque não sou consumidor do produto. Apesar disso, parece-me que uma cega que deixa de o ser e que depois é outra vez e depois já não é... enfim, não é bem a minha noção de inverosímil! Isso e aquela coisa agora do casal desfeito porque eram irmãos e que depois afinal não eram e a moça vai acabar por se enlaçar com aquele que é mesmo irmão... Mas enfim, adiante, porque se no fundo o Português (e a Portuguesa) é um bocadinho de espírito novela venezuelana, gosta é de desgraças, sejam elas servidas ao pequeno almoço, com o excitado e horrivelmente vestido Manuel Luís Goucha (que é da Figueira, para nosso desgosto, e que tem uma co-apresentadora que parece retirada directamente do mercado, tal o esganiço da sua voz), seja nas reportagens de faca e alguidar dos jornais nacionais ao almoço e ao jantar, seja como lanche/sobremesa, nas seiscentas e treze novelas tarde/noite. Mas enfim, não estou aqui para criticar isso (embora me apeteça muito...)
Já não há é pachorra para os títulos das novelas da estação de Queluz! Okay, que uma ou duas novelas aproveitassem para nome canções já conhecidas do público ainda se entende; mas fazer disso uma regra, caramba! Não é muito melhor fazer o inverso, dando assim trabalho a compositores e autores? Vejam o caso dos "Morangos com Açúcar"! Ou então, fujam ao estereótipo de aproveitarem baladinhas de carácter pseudo-romélico! Peguem, sei lá, em títulos de canções de bandas mais bem dispostas. Só assim de cabeça, por exemplo "O teu marido é tão bonito de avental" (Porquinhos da Ilda"), que podia ser a história de um desgraçado chefe de cozinha que é casado com a Soraia Chaves e que depois descobre que ela se envolve em grandes aventuras orgíacas com membros do clero; ou então "Vida de Cão" (Ena Pá 2000), que podia ser um relato das aventuras de qualquer pessoa do povo, nos anos mais recentes; ou mesmo "Rei dos Matraquilhos" (Fúria do Açúcar), uma novela sobre o mundo do futebol e as traquileirices inerentes. Seria ou não mais estimulante? (não precisam responder, é uma pergunta retórica...)